NOSSOS ÍDOLOS AINDA SÃO OS MESMOS?

NOSSOS ÍDOLOS AINDA SÃO OS MESMOS?

NOSSOS ÍDOLOS AINDA SÃO OS MESMOS?

Se eu disser que atualmente ainda tem jovens de 13 anos aprendendo a tocar violão a partir de músicas da Legião Urbana, vocês acreditam? Tá! Pode ser que apareça alguém dizendo que tocar Legião é fácil. Pode ser, o que os torna mais ídolos: Música boa e fácil de aprender a cantar e tocar. 

Dando uma olhada no cenário musical do momento aqui no Brasil, fico me perguntando se teremos grandes ídolos nos próximos anos. Mas falo de ídolos de verdade, com um trabalho que siga uma linha entre o bom e o sensacional, que produzam grandes sucessos, não essas músicas modinhas e sem conteúdo, sucessos de verdade, que não morram em três minutos. A música anda tão finita, que candidatos a ídolos caem por terra ano após ano, no Brasil e no mundo.

Tudo bem, podemos falar em ponto de vista. Quem é ídolo pra mim, pode ser um músico medíocre para você. Temos casos de artistas que tinham tudo para assumir tal posição, mas que por um motivo ou outro acabaram não vingando, caso da banda Gram, que surgiu no início dos anos 2000 com um CD homônimo de grande sucesso, uma banda com um talento e potencial enorme, mas que por motivos pessoais de seu vocalista, encerrou suas atividades em 2007, voltaram no ano passado com vocalista novo, mas agora ocupam espaços menores na mídia nacional. Sem dúvida uma das poucas grandes bandas reveladas aqui por essas terras de Neymar – diria Galvão Bueno. No caminho inverso eu poderia passar dez meses falando de gente sem qualidade musical nenhuma, mas que hoje se põe no papel de ídolo. Melhor pular essa parte!

Fato é que a atual geração de artistas parece não se preocupar muito com a longevidade em seus trabalhos, talvez por imposição da indústria fonográfica, que a cada dia que passa faz mais encomendas que busca talentos de verdade, talvez por falta desse talento, sei lá. Difícil imaginar que em 2030 encontraremos jovens iniciantes na música, com seus violões pelos corredores do colégio tocando “Camaro amarelo”, diferente dos dias atuais, onde sempre encontro pela vizinhança garotos tocando “Pais e filhos”, de 1989.

Enquanto isso os bons artistas estão aí, indo de uma geração para outra, fazendo a manutenção de suas carreiras com sucessivos sucessos, inclinando-se o mínimo possível as “tendências mercadológicas” da indústria fonográfica, que indicam a cada novo hit o triste rumo que a música deve seguir nos próximos anos.

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