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A Filha Perdida: Resenha do novo filme de Maggie Gyllenhaal em Veneza 78 :: su blog de hoje

É preciso coragem para dizer em voz alta que você é uma mãe “anormal”, assim como é preciso coragem para admitir que está melhor sem seus filhos e que falar com eles ao telefone não é tão bom. Maggie Gyllenhaal tem essa coragem e coloca tudo nas palavras, olhares e escolhas da protagonista feminina em sua estreia na direção, apresentada no 78º Festival de Cinema de Veneza. Chama-se A Filha Perdida e não é apenas uma adaptação de um romance de Elena Ferrante, é uma história imprudente e profunda do lado feio de ser mãe e do paradoxo que esse papel traz consigo em um nível psicológico.

A maternidade é claramente um dos temas principais desta edição do Festival de Cinema de Veneza. falando sobre isso Mães paralelas, o filme de abertura de Veneza 78 do realizador russo Pedro Almodóvar 107 Mães em Competição em Orizonte, é um tema abordado na Competência Oficial e como não o referir. Spencer por Larraín. Temos visto muitas mães nestes dias nos telões dos cinemas Lido, múltiplas imagens de mulheres, escolhendo ou não, assumindo este papel na sua vida. Contraditório, até egoísta, mas, honestamente, tão desesperadamente necessário que achamos indispensável. A beleza das representações cinematográficas das Mães de Veneza 78 é seu realismo, sendo concreto, reconhecível, impressionante e autêntico.

Mas vamos voltar para Maggie Gyllenhaal.

A ex-atriz Donnie Darko faz um ótimo trabalho dirigindo The Lost Daughter. Ele nunca extrapola, nunca exagera, deixa espaço apenas para detalhes importantes e deixa fluir a personalidade dos personagens, dando-lhes total liberdade de expressão. Este filme mostra ao público toda a indignação de criar duas meninas tentando não estragar seus sonhos, mostrando o egoísmo, a irracionalidade, a traição e aquele vínculo maternal que, por mais odiado que seja em alguns momentos, depois de conseguido. Definitivamente fica dentro de você.

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O roteiro desse filme e a interpretação de Olivia Colman e Dakota Johnson em dois personagens paralelos que só podem se encontrar e se perceber quando um pode ensinar algo ao outro e um exemplo disso é uma surpresa.

Maggie Gyllenhaal faz algo que Pedro Almodóvar não faz com Madres Parallelas: alcança o público apesar da escuridão e da maternidade imperfeita de seu herói, uma mãe que abandona suas filhas, deixando-as pensando em sua felicidade. Esta mulher optou por ser uma mãe egoísta e em nome do mesmo egoísmo pelo qual deixa as filhas sozinhas e volta para elas porque sente saudades “egoisticamente”. certo? errado? Mas quem somos nós para julgar!

Nenhuma mulher nasce também. Tem quem tem instinto maternal mais pronunciado, tem quem não tem, quem sabe que é tarde demais e quem se arrepende por completo, mas tudo bem porque a inconsistência, o egoísmo e a honestidade fazem parte da vida e pela primeira vez o cinema não tinha medo de mostrar.