A NASA revelou uma das imagens mais completas já produzidas do céu observado a partir da Terra. O novo mapa, criado com dados recolhidos pelo satélite TESS (Transiting Exoplanet Survey Satellite), identifica a localização de cerca de 6 mil possíveis planetas fora do Sistema Solar, reforçando os avanços da astronomia na procura por mundos semelhantes à Terra.
O levantamento, desenvolvido ao longo de oito anos, mostra não apenas exoplanetas já confirmados, mas também candidatos que continuam em fase de análise por cientistas de diferentes centros de investigação espacial.
TESS mapeou milhares de exoplanetas entre 2018 e 2025
Segundo a NASA, o mosaico foi produzido com observações realizadas entre abril de 2018 e setembro de 2025. A composição reúne 96 setores do céu analisados pelo TESS, numa das missões mais ambiciosas já dedicadas à descoberta de exoplanetas.
Na imagem divulgada, os planetas extrasolares já confirmados aparecem destacados a azul, enquanto os candidatos ainda em estudo surgem assinalados a laranja.
O objetivo principal da missão é identificar pequenas variações de brilho nas estrelas, fenómeno que pode indicar a passagem de um planeta diante da sua estrela hospedeira. Este método, conhecido como “trânsito”, tornou-se uma das principais ferramentas para localizar mundos fora do Sistema Solar.
Cientistas destacam diversidade dos planetas encontrados
De acordo com Rebekah Hounsell, cientista associada ao projeto TESS no Goddard Space Flight Center da NASA, os dados recolhidos permitiram descobrir planetas de diferentes tamanhos e características.
“Ao longo dos últimos oito anos, o TESS tornou-se uma verdadeira fonte de informação para a ciência dos exoplanetas. A missão ajudou-nos a encontrar planetas de todas as dimensões, desde pequenos mundos semelhantes a Mercúrio até gigantes maiores do que Júpiter”, explicou a investigadora.
A cientista acrescenta que alguns desses planetas estão localizados na chamada “zona habitável”, região em torno de uma estrela onde poderá existir água líquida à superfície — um dos elementos considerados essenciais para a possibilidade de vida.
Como funciona o satélite TESS
Lançado em 2018, o TESS utiliza quatro câmaras para observar diferentes regiões do céu. Cada setor é monitorizado durante cerca de um mês antes de o satélite avançar para a área seguinte.
Graças a este sistema, a missão conseguiu analisar praticamente todo o céu visível a partir da órbita terrestre. O projeto tornou-se complementar a outras iniciativas da NASA e da comunidade científica internacional, incluindo observações feitas pelo Telescópio Espacial James Webb.
Descobertas recentes impressionam astrónomos
Mesmo após vários anos em operação, o TESS continua ativo e responsável por novas descobertas relevantes.
Em 2026, o satélite identificou um sistema planetário considerado invulgar pelos investigadores. O conjunto inclui uma super-Terra acompanhada por outro planeta com órbita inclinada e altamente elíptica.
Além disso, os cientistas encontraram indícios de uma possível colisão entre dois planetas, fenómeno que terá criado uma nuvem de detritos diante da estrela principal do sistema.
Interesse por exoplanetas continua a crescer
A descoberta de exoplanetas tornou-se uma das áreas mais populares da astronomia moderna, despertando interesse tanto da comunidade científica como do público em geral. Missões como o TESS ajudam a compreender melhor a formação de sistemas planetários e aumentam as hipóteses de encontrar ambientes potencialmente habitáveis fora da Terra.
Com milhares de candidatos ainda por confirmar, os próximos anos prometem novas revelações sobre a dimensão e diversidade do Universo conhecido.

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