HISTÓRIA ILUSTRADA DE BARCELOS

 

Vila de Barcelos

A história da cidade de Barcelos teve início na Aldeia de Mariuá – construída pelo tuxaua Camandri, da nação Manau, à margem direita do Rio Negro. Fundada em 1728 com o nome de Missão de Nossa Senhora da Conceição de Mariuá (mari = grande; iuá = braço; significa, portanto, braço grande ou grande braço do Rio Negro) pelo Frei Carmelita Matias de São Boaventura, vindo do Rio Japurá.

Na aldeia de Mariuá originou-se atual cidade de Barcelos, foi fundada em 1728, pelo carmelita Frei Matias São Boaventura, a missão de Nossa Senhora da Conceição de Mariuá. Ergueu-se de inicio uma capela de palha, que recebeu o nome de Nossa Senhora da Conceição, em seguida um hospital e pouco depois um colégio.

A missão progrediu rapidamente. Contou o Frei Matias com o concurso da mão do principal índio na catequese. Aos Manaus juntaram-se depois os Barés, os Banibas, Passés e Uerequenas, formando uma população de cerca de dois mil silvícolas.

Anos depois, o Frei Matias foi substituído pelo Frei José de Madalena, que construiu em 1739 a capela de São Caetano.

As fotos abaixo estão em miniatura, para ver  em resolução melhor ou salvar em seu computador cliquem nas miniaturas da foto!

Prospecto da Vila de Barcelos, antigamente Aldeia de Mariuá, criada capital da capitania de S. José do Rio Negro, pelo Ilmº e Exmº Sr. Francisco Xavier de Mendonça Furtado, por provisão de 6 de maio de 1758...
Prospecto da Vila de Barcelos, antigamente Aldeia de Mariuá, criada capital da capitania de S. José do Rio Negro, pelo Ilmº e Exmº Sr. Francisco Xavier de Mendonça Furtado, por provisão de 6 de maio de 1758…
Prospecto da Vila de Thomar, chamada antes Bararuá.[9]
Prospecto da Vila de Thomar, chamada antes Bararuá. Administrada pelos Religiosos Carmelitas
Vila de Cumaru[9]
Vila de Cumaru. Administrada pelos Religiosos Carmelitas
Vila de Dari_baturité[8]
Vila de Dari, hoje atual Baturité

 

 

Nas primeiras décadas de sua fundação, a povoação apresentava aspecto muito humilde. Além das palhoças dos índios, só havia as capelas de São Caetano (1739) e Nossa Senhora de Santana (1744) fundada pelo Frei José de Madalena, substituto do Frei Matias de São Boaventura, o hospital e o colégio ou seminário (lugar onde eram catequizados os nativos).

Planta Detalhada da Vila de Barcelos[9]
Planta Detalhada da Vila de Barcelos de 1762 , onde mostra toda estrutura e prédios existentes na Vila de Barcelos.

 

Primeira planta, que fez o cap[9]
Primeira planta, que fez o capitão Engenheiro Felipe Sturm, de ordem de S.Exª o Snr. Francisco Xavier de Mendonça Furtado, principal comissário das Demarcações dos Reais Domínios da Parte do Norte o qual se mandou fazer um Palacete.

 

 

Prospecto da pintura que fez o capitão Antônio José Landi na capela-mor da Igreja Matriz da Vila Capital de Barcelos, no ano de 1785, grátis. Deu-o para o Real Gabinete de História Natural.
Prospecto da pintura que fez o capitão Antônio José Landi na capela-mor da Igreja Matriz da Vila Capital de Barcelos, no ano de 1785, grátis. Deu-o para o Real Gabinete de História Natural.
Prospecto da pintura que fez o capitão Antônio José Landi, arquiteto régio, dos lados da capela-mor da Igreja Matriz de Barcelos. Deu-o para o Real Gabinete de História Natural.
Prospecto da pintura que fez o capitão Antônio José Landi, arquiteto régio, dos lados da capela-mor da Igreja Matriz de Barcelos. Deu-o para o Real Gabinete de História Natural.

  

Porção do Rio Negro e Amazonas, entre as duas vilas de Barcelos e Óbidos, segundo a antiga carta do Estado.
Porção do Rio Negro e Amazonas, entre as duas vilas de Barcelos e Óbidos, segundo a antiga carta do Estado.
Prospecto do Quartel da Tropa [17]
Prospecto do Quartel da Tropa da Guarnição da Vila de Barcelos, mandado erigir pelo Ilmº e Exmº Snr. João Pereira Caldas, no tempo do seu governo, e feito executar pelo Snr. Joaquim Tinoco Valente

 

Quando da instalação da Capitania de São José do Rio Negro pela Carta Régia de 03 de março de 1755 de autoria de D. José I (Rei de Portugal), o Capitão General Francisco Xavier de Mendonça Furtado, elevou a Aldeia (missão) de Mariuá à Categoria de Vila com foros de Capital da Capitania, em 06 de maio de 1758 tendo sido seu primeiro governador o Sr. Joaquim de Melo e Póvoas. A partir daí, passou a ser chamada de BARCELOS, em homenagem a cidade portuguesa do Minho, obedecendo, assim, normas contidas no Diretório dos índios que estabelecia que os nomes das povoações indígenas deveriam ser mudados para nomes portugueses.

Mendonça Furtado demorou-se cerca de dois anos em Mariuá. A povoação ainda não apresentava então aspecto agradável. Além das palhoças dos índios só havia as capelas, o hospital e o colégio ou seminário. Ademais o terreno era alagadiço quando havia fortes chuvas ficava inundado em grande parte e as enxurradas cavavam valados profundos. O matagal era enorme.

Mendonça Furtado construiu pontes e aterros no sentido de melhorar as condições do local. Derrubou-se o matagal, abriram-se ruas e uma praça, onde foi levantado um prédio para residência do demarcador espanhol que era esperado. O palácio das demarcações onde se deveriam realizar as reuniões das comissões de demarcação, e a casa de espera “destinada as cortesias entre os dois demarcadores antes do início daqueles misteres diplomáticos”, também foram construídos.

Mariuá, transformou-se. “Já havia um ar pomposo do centro civilizado”. Sua população era de cerca de 3000 habitantes.

Canoa artilheira N. Srª do Pilar, S. João Batista, em tudo semelhante a outra da Invocação de N. Srª da Graça, S. José; ambas feitas na Ribeira da Villa Barcelos, no ano de 1783, por ordem do Ilmº e Exmº Senhor João Pereira
Canoa artilheira N. Srª do Pilar, S. João Batista, em tudo semelhante a outra da Invocação de N. Srª da Graça, S. José; ambas feitas na Ribeira da Villa Barcelos, no ano de 1783, por ordem do Ilmº e Exmº Senhor João Pereira
Prospecto do Lugar do Carvoeiro, em outro tempo Aldeia de Aracari[7]
Prospecto do Lugar do Carvoeiro, em outro tempo Aldeia de Aracari

 

Vila de Moura – na época o nome era Pedreira.
Vila de Moura – na época o nome era Pedreira.

 

 

O mesmo Lugar do Carvoeiro, em outro tempo Aldeia de Aracari feito por outro Artista.
O mesmo Lugar do Carvoeiro, em outro tempo Aldeia de Aracari feito por outro Artista.

No ano de 1791, o governador Manoel da Gama Lobo D’Almada, transferiu a sede da Capitania para o Lugar da Barra do Rio Negro (Manaus), por estar estrategicamente melhor localizada. Oito (08) anos depois (1799), a sede da Capitania retornou para Barcelos, mas 1806, foi transferida definitivamente para o Lugar da Barra.

A partir dessa transferência, Barcelos entrou num profundo estado de decadência, ficando na condição de simples Comarca. Somente com a chegada dos salesianos no inicio do século 20 é que começou a erguer-se novamente e, através do Decreto-Lei estadual nº 68, de 31 de março de 1938, Barcelos recebeu foros de cidade. Trinta anos mais tarde é reconhecido como área de segurança nacional pela Lei Federal nº 5.449 de 04 de junho de 1968. Barcelos já contou com a administração de 21 prefeitos.

Em 01 de julho de 1994 é instituído pela Prefeitura Municipal de Barcelos, através do Decreto 005/94, de autoria do Prefeito Valdeci Raposo e Silva o Primeiro Festival  do Peixe Ornamental de Barcelos – FESPOB.

Hoje Barcelos é conhecida por possuir um enorme potencial turístico com  riquezas naturais exuberantes: praias de areia branca, rios e lagos de águas preta, branca e clara, rica fauna e flora, além de abrigar em seu território o maior arquipélago fluvial do mundo, “O ARQUIPÉLAGO MARIUÁ”.

Aspectos Físicos e Geográficos

Localização: situado na mesorregião nº. 1 , microrregião nº. 01, e código municipal 0040. Dista da Capital do Estado 405 Km em linha reta e por via fluvial 656 Km.

Área Territorial: 123.120,90 Km2

Clima: tropical, chuvoso e úmido.

Temperatura: máxima. 34,3º C, mínima. 19,3ºC e média de 26,3ºC.

Altitude: 40m acima do nível do mar

Coordenadas Cartesianas: situa-se a 0º 58` 1“de latitude sul e a 62º 56` de longitude a oeste de Greenwich.

Limites: limita-se com os municípios de Codajás, Novo Airão, Maraã, Santa Izabel do Rio Negro, com o Estado de Roraima e República da Venezuela.

População: 27.273 habitantes.

Aspectos Econômicos

A produção agropecuária do município é baseada no cultivo da banana, arroz, mandioca e castanha, bem como a extração de madeira, sorva, borracha e gomas não elásticas. Sua produção não supre as necessidades do município, que precisa importar a maioria de seus gêneros alimentícios. A criação de gado é pequena, apenas para consumo próprio. A pesca é praticada de forma artesanal, com cerca de 700 espécies de peixes comestíveis e ornamentais que são exportados para países da Europa, Ásia e Américas.

Infra-estrutura Social

Educação: Secretaria de Estado da Educação e Qualidade do Ensino – SEDUC, mantém na sede quatro escolas, ministrando ensino pré-escolar, educação integrada, ensino médio e fundamental.

Saúde: A Secretaria de Estado da Saúde – SUSAM mantém na sede do município, uma Unidade Mista (tipo IV), destinada a prestar atendimento de pronto-socorro, maternidade, atendimento cirúrgico, odontológico e hospitalar para a população local e da periferia.

Segurança: A Polícia Militar mantém uma delegacia sob a responsabilidade de um Sargento, dois cabos e treze soldados, destinados a manter a ordem e a segurança pública.

Infra-Estrutura Básica

Energia: a produção e distribuição de energia estão a Manaus Energia, que mantém na sede uma usina à diesel com 3 grupos geradores, somando uma potência total de 490 KVA.

Abastecimento d’água: O abastecimento de água está a cargo d0 SAAE. A captação é do tipo subterrânea. Há um reservatório do tipo elevado com capacidade 65m3.

Comunicações: a Empresa Brasileira de Correios e Telégrafos – ECT, mantém na sede uma agência postal e telegráfica. As telecomunicações são de responsabilidade da OI, com posto funcionando no horário comercial.

Eventos Culturais

· Festa da Padroeira, Nossa Senhora da Conceição, em 08 de dezembro;

· A Festa do Peixe Ornamental, onde acontecem danças típicas, concursos de beleza e, a tradicional disputa entre os grupos folclóricos “Acará” e “Cardinal”. A festa acontece sempre durante o mês de janeiro.

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