A Microsoft anunciou o lançamento do seu primeiro modelo de inteligência artificial desenvolvido especificamente para reforçar a cibersegurança. A nova solução foi criada para identificar vulnerabilidades em software e acelerar a sua correção, estando integrada na plataforma de segurança da empresa. Com esta aposta, a tecnológica pretende responder ao aumento da sofisticação dos ataques informáticos e tornar a proteção de sistemas mais rápida e eficiente.
Novo modelo foi concebido para identificar vulnerabilidades complexas
O novo modelo, designado MAI-Cyber-1-Flash, está integrado na plataforma MDASH, destinada à identificação e remediação de vulnerabilidades em aplicações e infraestruturas digitais.
Segundo a Microsoft, a combinação entre o MAI-Cyber-1-Flash e o MDASH proporciona um desempenho de elevado nível, mantendo um custo aproximadamente 50% inferior ao dos principais modelos atualmente disponíveis.
A empresa explica que os avanços da inteligência artificial têm sido acompanhados por uma evolução significativa das ameaças digitais. Os atacantes dispõem hoje de ferramentas cada vez mais poderosas para analisar grandes volumes de código à procura de uma única vulnerabilidade que permita comprometer um sistema.
De acordo com a tecnológica, este cenário tornou ultrapassado o modelo tradicional de segurança, baseado em análises ocasionais e na aplicação posterior de atualizações de segurança.
“O progresso da inteligência artificial tem sido extraordinário, tal como a nova geração de ameaças cibernéticas que está a surgir. À medida que o custo de encontrar vulnerabilidades diminui drasticamente, o modelo tradicional de segurança deixou de ser suficiente. Para aproveitar plenamente os benefícios da inteligência artificial, é necessário desenvolver modelos de cibersegurança capazes de reforçar o software utilizado em todo o mundo”, refere a empresa.
Integração profunda na plataforma de segurança
A Microsoft afirma que o MAI-Cyber-1-Flash foi desenvolvido para localizar vulnerabilidades complexas em grandes bases de código, estando profundamente integrado na plataforma MDASH.
A empresa acrescenta que o sistema foi aperfeiçoado com o contributo de especialistas em cibersegurança e treinado numa das maiores infraestruturas de segurança existentes.
Desempenho superior em testes especializados
Segundo a Microsoft, a combinação entre o MAI-Cyber-1-Flash e o MDASH supera os modelos Mythos, Gemini e GPT no CyberGym, considerado uma referência na avaliação da capacidade dos sistemas de inteligência artificial para identificar vulnerabilidades reais em projetos de software de grande dimensão.
A tecnológica refere que esta abordagem permite selecionar automaticamente o modelo mais adequado para cada tarefa, equilibrando desempenho, rapidez e eficiência.
Sistema multimodelo reduz custos operacionais
A empresa salienta que o elevado número de ataques informáticos faz com que o custo computacional seja um dos principais desafios para as equipas de segurança.
Por esse motivo, o MAI-Cyber-1-Flash foi concebido para executar cerca de 90% das tarefas de proteção, deixando os modelos mais avançados, como o GPT-5.4, apenas para aproximadamente 10% dos casos considerados excecionalmente complexos.
Segundo a Microsoft, esta estratégia permite otimizar recursos sem comprometer a eficácia da deteção e da correção de vulnerabilidades.
A empresa afirma ainda que o sistema unificado composto pelo MDASH e pelo MAI-Cyber-1-Flash alcançou uma pontuação de 96% no CyberGym, superando o Mythos em 12 pontos percentuais.
Além disso, a tecnológica indica que esta configuração representa uma poupança de cerca de 50% quando comparada com a sua solução anterior baseada nos modelos GPT-5.4, GPT-5.4 mini e GPT-5.3 Codex.
Perception reforça a automatização da segurança
Além do novo modelo, a Microsoft anunciou também o Perception, um sistema baseado em agentes inteligentes destinado a apoiar diferentes processos de cibersegurança na plataforma MDASH.
De acordo com a empresa, o Perception permitirá monitorizar continuamente sistemas, corrigir vulnerabilidades e eliminar novos vetores de ataque de forma mais rápida.
A Microsoft adianta ainda que o Perception passará futuramente a utilizar o MAI-Cyber-1-Flash em diversas operações de segurança, alargando a sua utilização para além da identificação de falhas em software.
Inteligência artificial complementa o trabalho dos especialistas
A Microsoft considera que a capacidade de passar rapidamente da descoberta de uma vulnerabilidade para a sua correção é essencial perante o crescimento das ameaças digitais.
Apesar da crescente automatização proporcionada pela inteligência artificial, a empresa sublinha que muitas tarefas continuam a exigir a intervenção de profissionais de cibersegurança, mantendo o conhecimento humano como um elemento fundamental na proteção de sistemas, organizações e infraestruturas digitais.

Tomás Azevedo é autor no Barcelos na Net, cobrindo notícias, política, negócios, tecnologia, desporto, entretenimento e estilo de vida. Procura apresentar informação clara, atual e relevante, ajudando os leitores a compreender os acontecimentos e tendências que influenciam a sociedade e o quotidiano.

Más historias
Microsoft lança primeiro modelo de IA especializado em cibersegurança
Waze aposta na inteligência artificial com navegação personalizada, pesquisa por voz e modo dedicado a motociclos
Atualização KB5094126 do Windows 11 provoca ecrãs azuis e vários problemas após Patch Tuesday de junho