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Cibersegurança, IA e soberania digital em destaque no Fortinet Security Day

Cibersegurança, IA e soberania digital em destaque no Fortinet Security Day

A crescente ligação entre cibersegurança, inteligência artificial (IA) e soberania digital esteve no centro do Fortinet Security Day, que reuniu mais de 1300 profissionais e especialistas na Feira Internacional de Lisboa (FIL). O encontro analisou os novos riscos associados à transformação digital e as estratégias que organizações públicas e privadas podem adotar para reforçar a proteção de dados, sistemas e infraestruturas críticas.

IA está a transformar a cibersegurança

Organizado pela Fortinet, o Fortinet Security Day 2026 assinalou também os 15 anos de presença da empresa em Portugal. Ao longo do evento, especialistas do setor tecnológico abordaram a evolução das ameaças informáticas, o crescimento da utilização da inteligência artificial e a necessidade de adaptar as estratégias de segurança a ambientes digitais cada vez mais complexos.

Na abertura, Marcelo Carvalheira, Country Manager da Fortinet Portugal, recordou alguns dos principais momentos da evolução da empresa ao longo dos últimos 15 anos no mercado português.

Um dos temas em destaque foi a crescente dispersão dos recursos tecnológicos das organizações. Filippo Cassini, da Fortinet, analisou os desafios de segurança associados à utilização de aplicações na cloud e serviços SaaS, bem como a dispositivos utilizados por colaboradores e prestadores externos e a soluções que nem sempre são diretamente geridas pelas equipas de tecnologias de informação.

Este cenário aumenta a superfície potencial de ataque e obriga as empresas a acompanhar um número cada vez maior de dispositivos, aplicações, utilizadores e fluxos de informação.

Agentes autónomos podem acelerar resposta a incidentes

A inteligência artificial e os agentes autónomos tiveram particular destaque durante as apresentações. Estas tecnologias podem integrar informação proveniente de diferentes fontes para ajudar a detetar e classificar eventos de segurança, automatizar investigações e acelerar a resposta a incidentes.

A utilização de IA pode ainda reduzir determinadas tarefas manuais, permitindo às equipas de cibersegurança dedicar mais recursos à análise e resolução dos incidentes considerados prioritários.

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Ao mesmo tempo, o avanço destas ferramentas cria novos desafios. A adoção de sistemas baseados em IA exige mecanismos adequados de controlo, proteção de dados e supervisão, sobretudo quando os modelos interagem com sistemas empresariais ou executam tarefas de forma autónoma.

Empresas portuguesas debatem segurança e valor da IA

O programa incluiu várias mesas-redondas dedicadas ao impacto da inteligência artificial nas empresas e no ecossistema digital português.

No debate sobre segurança e criação de valor através da IA, especialistas da Fortinet juntaram-se a representantes do Grupo Nabeiro, Affidea e Euronext para analisar temas relacionados com a proteção de ambientes tecnológicos e a integração segura da inteligência artificial nos processos empresariais.

Outro painel reuniu MEO, NOS e Vodafone. Os três principais operadores de telecomunicações debateram a aplicação da IA no relacionamento e no serviço ao cliente, num momento em que a automatização e os sistemas inteligentes assumem uma presença crescente no setor das telecomunicações.

Soberania digital ganha importância em Portugal

A soberania digital foi outro dos principais eixos do encontro. Portugal tem vindo a desenvolver iniciativas destinadas a proteger dados e sistemas críticos, aumentar a capacidade tecnológica nacional e preparar organizações e profissionais para um cenário em que os ciberataques podem recorrer de forma crescente à inteligência artificial.

Lino Santos, do Centro Nacional de Cibersegurança (CNCS), abordou os desafios relacionados com a soberania digital e a proteção do ecossistema tecnológico português.

João Preto, da FCCN, unidade da Fundação para a Ciência e a Tecnologia, destacou questões relacionadas com formação, inteligência artificial e preservação da informação digital. Entre os projetos abordados esteve o Arquivo.pt, serviço que preserva conteúdos publicados na Internet e funciona como um vasto repositório da memória digital, incluindo uma quantidade significativa de informação em língua portuguesa.

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Integradores apresentam perspetivas e casos práticos

A componente prática da cibersegurança também esteve representada num painel com a participação da Securnet, Warpcom e CSO. A discussão incidiu sobre experiências de implementação, conteúdos assinados e os desafios que a inteligência artificial coloca às empresas e aos profissionais responsáveis pela proteção de sistemas.

Na fase final do encontro foi apresentada uma demonstração sobre a utilização de um modelo de linguagem de grande dimensão (LLM) num serviço de reserva de viagens. A sessão mostrou o funcionamento do modelo e alguns dos principais componentes tecnológicos necessários para suportar este tipo de aplicação.

O Fortinet Security Day evidenciou, assim, como inteligência artificial, cibersegurança e soberania digital estão a tornar-se áreas cada vez mais interdependentes. Para as organizações portuguesas, o desafio passa por aproveitar as capacidades da IA enquanto reforçam a proteção de dados, sistemas e serviços num ambiente digital em rápida transformação.