Professores da rede pública estadual confirmam greve geral por tempo indeterminado

Professores da rede pública estadual confirmam greve geral por tempo indeterminado
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Os professores, pedagogos e  técnicos administrativos presentes na assembleia, realizada no Atlético Rio Negro Clube, na tarde dessa quinta-feira (22/3), decidiram rejeitar a proposta do Governo do Estado, de reajuste salarial de 4,57%, referente à data-base de 2017.

Os servidores estão há quatro anos com os salários congelados e cobram um reajuste de 35% para recuperar as perdas salariais dos últimos anos.

A oficialização da greve pelo Sinteam (Sindicato dos Trabalhadores em Educação do Estado do Amazonas), que é a entidade com prerrogativa legal de negociar em nome da categoria com o Governo do Estado, acontece uma semana depois que professores da rede pública, convocados pelo movimento Asprom Sindical (Associação dos Professores de Manaus) – oposição ao Sinteam -, já haviam deliberado uma greve geral.

Pela manhã, os trabalhadores da Educação fizeram um protesto para anunciar a decisão. Segundo a Polícia Militar, cerca de 5 mil professores participaram do ato público, realizado em frente à sede do governo, localizada no bairro Compensa, zona Oeste da capital.

Durante a manifestação, os educadores reafirmaram que só voltam a trabalhar quando Estado ouvir as demandas da categoria.

O protesto dos professores bloqueou a Avenida Brasil, no trecho em frente à sede do Governo, causando grande congestionamento na estrada da Ponta Negra. A Polícia Militar acompanhou o ato público para evitar desordem.

Em nota, o Governo do Estado reafirmou que mantém o diálogo aberto com os professores, apesar de não reconhecer a legitimidade da paralisação organizada pela Asprom, que legalmente não representa a categoria, e sim, o SINTEAM.

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