A Meta anunciou o Muse Code, o seu primeiro agente de inteligência artificial dedicado à programação, numa tentativa de reforçar a sua posição no setor de ferramentas digitais para desenvolvimento de software e competir diretamente com soluções já estabelecidas no mercado.
O novo sistema surge como uma das principais peças da estratégia de inteligência artificial da empresa liderada por Mark Zuckerberg. Sob a direção de Alexandr Wang, responsável pela área de superinteligência da Meta, o Muse Code foi desenvolvido para simplificar várias etapas do processo de criação de software.
Agente de programação pretende aumentar produtividade das equipas
O Muse Code foi concebido para executar diferentes tarefas de desenvolvimento através de uma única instrução. O sistema consegue planear alterações, gerar código e verificar resultados de forma autónoma, reunindo várias fases do trabalho de programação numa única plataforma.
A Meta pretende, com esta abordagem, aumentar a eficiência das equipas de engenharia e posicionar o seu assistente virtual como uma alternativa competitiva no mercado de programação assistida por inteligência artificial.
A tecnologia chega numa fase em que a empresa tem reforçado os investimentos em capacidade computacional, infraestruturas digitais e centros de dados. A disponibilização do Muse Code faz parte do esforço da Meta para criar novas oportunidades no segmento empresarial e disputar espaço com ferramentas como o Claude, da Anthropic, e o Codex, da OpenAI.
Muse Code utiliza modelo Muse Spark 1.2
O novo agente funciona em conjunto com o modelo de linguagem Muse Spark 1.2, desenvolvido pela Meta para apoiar tarefas relacionadas com programação e automação.
Apesar de a empresa não ter divulgado números específicos sobre a utilização da ferramenta, Alexandr Wang afirmou que a receção inicial por parte da comunidade tecnológica tem sido bastante positiva.
A Meta aposta assim numa solução que combina geração automática de código, análise de resultados e integração com diferentes ambientes de desenvolvimento, procurando responder à crescente procura por ferramentas capazes de acelerar processos de criação de software.
Preços competitivos e foco na privacidade dos dados
Para atrair programadores e empresas, a Meta adotou uma estratégia de preços competitiva. Além do modelo de pagamento baseado no consumo, a empresa disponibiliza uma opção de subscrição destinada à comunidade com custos mais reduzidos.
No entanto, para beneficiar desta modalidade, os utilizadores terão de permitir a partilha de dados destinados à melhoria da tecnologia. Para empresas que exigem maior controlo sobre a informação, a Meta disponibiliza também opções sem retenção de dados, reforçando o foco na privacidade e segurança.
O Muse Code, o modelo Muse Spark 1.2 e as respetivas interfaces de programação podem ser utilizados através do portal de desenvolvimento da Meta e de plataformas externas de integração, permitindo a ligação com outros modelos de código aberto disponíveis no mercado.
Meta reforça aposta na inteligência artificial aplicada ao desenvolvimento
Com o lançamento do Muse Code, a Meta procura consolidar a sua presença numa área cada vez mais disputada pelas grandes empresas tecnológicas. A competição por ferramentas de programação baseadas em inteligência artificial deverá continuar a crescer, com empresas a procurar soluções capazes de reduzir tempo de desenvolvimento e melhorar a produtividade dos profissionais.
A nova plataforma representa mais um passo da Meta na expansão das suas capacidades de inteligência artificial, aproximando a empresa dos principais concorrentes neste segmento tecnológico.

Tomás Azevedo é autor no Barcelos na Net, cobrindo notícias, política, negócios, tecnologia, desporto, entretenimento e estilo de vida. Procura apresentar informação clara, atual e relevante, ajudando os leitores a compreender os acontecimentos e tendências que influenciam a sociedade e o quotidiano.

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