Arquivo Geral resgata documentos históricos em cartório de Barcelos

Barcelos foi a primeira capital do Amazonas e isso incentivou a transferência dos documentos históricos para a Comarca de Manaus.

Primeiramente, foi realizada a transferência dos documentos para capital e depois a identificação e descrição arquivistas.
Foto: CPAD/ Divulgação
Primeiramente, foi realizada a transferência dos documentos para capital e depois a identificação e descrição arquivística.

Manaus – Membros da Comissão Permanente de Avaliação de Documentos (CPAD) e do Arquivo Geral, do Tribunal de Justiça do Amazonas (TJAM), estiveram no município de Barcelos entre os dias 16 e 20 de fevereiro com o objetivo de digitalizar documentos da Vara Única da cidade e salvar no sistema desenvolvido pelo setor. As informações são da assessoria do TJAM.

Barcelos foi a primeira capital do Amazonas e isso incentivou ainda mais o trabalho da comissão, que transferiu os documentos históricos para a Comarca de Manaus. A solicitação foi feita pela diretora de secretaria, Liney Lindsay.

“O primeiro passo foi transferir os documentos para capital, depois vamos trabalhar na identificação, na organização e descrição arquivística deles e, posteriormente, darmos o acesso dessa documentação tão importante para a história do nosso Estado”, afirmou o gerente da Divisão de Arquivo, Pedro Neto.

Pedro enfatiza que, além da remoção dos documentos, foi possível realizar o treinamento dos servidores da Comarca sobre o sistema de processos digitalizados do TJAM para o envio dos autos físicos digitalizados (AFD), que serão armazenados pelo Arquivo Geral, conforme prevê a Resolução nº 15/2011-TJAM.

“Como os servidores de Barcelos são do novo concurso, realizado há um ano para a sub-região, optamos por realizar nova capacitação, introduzindo os procedimentos de cadastramento, remessa de processos e caixas arquivo dos AFD. Também orientamos sobre a gestão dos arquivos correntes na comarca, os procedimentos de eliminação das petições iniciais, intermediárias preconizados, todos, pela Resolução nº 15/2011”, completou Pedro Neto.

Durante o treinamento, a diretora Liney Lindsay levantou uma questão que muito preocupou os servidores do Arquivo. Segundo ela, as cartas precatórias – oriundas da Justiça Federal – que chegam à Comarca ainda são em papel e, muitas vezes, ficam ilegíveis após a digitalização, enquanto que o processamento no TJAM é virtual. “Como se trata, geralmente, de processos previdenciários, os requentes entram na Justiça Federal e muitos documentos, às vezes, são antigos e fragilizados. Após a digitalização, a documentação fica ilegível, dificultando o trabalho de visualização e análise do julgador, via o sistema Projudi (Processo Judicial Digital)”, disse.

As informações sobre o problema detectado foram repassadas à diretora da CPAD, Lia Guedes de Freitas. Também foi elaborado um documento informando a situação e, ao mesmo tempo, sugerindo que os documentos da Justiça Federal, em vez de papel reciclado, sejam encaminhados em papel alcalino. “Tal procedimento evitaria perda na qualidade após a digitalização”.

Fonte: D24Am

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