Peixes Encontrados nas Aguas de Barcelos-AM


A PESCA de Subsistência é uma das atividades humanas mais importantes na Amazônia, constituindo-se em fonte de alimento para a população ribeirinha, especialmente a que residem nas margens dos rios de grande e médio porte. A diversidade de peixes encontradas em Barcelos e região é muito grande. Contudo, apenas aproximadamente 15 espécies locais fazem parte da alimentação do caboclo amazônico. Os peixes não são importantes apenas por serem ricos em proteínas e, por isso, inclusos na dieta alimentar. Eles possuem mecanismos evolutivos e adaptativos aos ambientes regionais pouco ainda explorados, além de também ajudarem na recuperação de áreas degradadas por meio da dispersão de sementes.
Abaixo alguns dos peixes encontrados em Barcelos e Região:


TUCUNARÉ
Nome popular:
Tucunaré (tucunaré-açu; tucunaré-paca, tucunaré-tauá; tucunaré-borboleta; tucunaré-pretinho; etc.).

Nome científico: Cichla spp.

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Descrição: Peixes de escamas. Existem pelo menos 14 espécies de tucunarés na Amazônia, sendo cinco espécies descritas: Cichla ocellaris, C. temensis, C. monoculus, C. orinocensis, C. intermedia. O tamanho (exemplares adultos podem ter 30cm ou mais de 1m e pesar até 15 kg), o colorido (pode ser amarelado, esverdeado, avermelhado, quase preto, etc.), e a forma e número de manchas (podem ser grandes, pretas e verticais; ou pintas brancas distribuídas regularmente pelo corpo e nadadeiras; etc.) variam bastante de espécie para espécie. Todos os tucunarés apresentam uma mancha redonda (ocelo) no pedúnculo caudal.

Ecologia: Espécies sedentárias (não realizam migrações), que vivem em lagos/lagoas (entram na mata inundada durante a cheia) e na boca e beira dos rios. Formam casais e se reproduzem em ambientes lênticos, onde constroem ninhos e cuidam da prole. Têm hábitos diurnos. Alimentam-se principalmente de peixes e camarões. São as únicas espécies de peixes da Amazônia que perseguem a presa, ou seja, após iniciar o ataque, não desistem até conseguir capturá-las. Quase todos os outros peixes predadores desistem após a primeira ou segunda tentativa mal sucedida.


Acará-Açu (Astronotus ocellatus)

Distribuição Geográfica:
América do sul, Bacia do Rio Amazonas, Peru, Colômbia e Brasil, na Argentina e na Guiana Francesa.
Descrição:

É mais um dos peixes originários da região amazônica, que foi introduzido em algumas represas do nordeste e sudeste do país. Peixe extremamente bonito pela sua coloração abundante, onde se sobressai o seu ocelo da cauda que tem um anel na cor púrpura. Diversas manchas vermelhas enfeitam o seu corpo. Peixes de escamas. Existem duas espécies identificadas como do gênero Astronotus: A. ocellatus (bacias amazônica, Araguaia-Tocantins e Prata) e A. crassipinis (bacia amazônica). Ambas as espécies atingem cerca de 35-40cm de comprimento total e cerca de 1,5kg.
Ecologia:

Peixes onívoros, com forte tendência a carnívoros, consumindo pequenos peixes, insetos, crustáceos e frutos/sementes. Atingem a maturidade por volta de 10-12 meses e desovam mais de uma vez por ano, com cerca de 1.500-2.000 ovos por desova. Formam casais na época da reprodução e protegem a prole. Os adultos são muito apreciados como alimento e os alevinos como peixe ornamental. Muito admirado pelos aquaristas.
Habitat:
Vivem principalmente em lagos de várzea, lagoas marginais e pequenos rios de águas calmas. Não são migradores, sempre caçam junto a paus, pedras e outras estruturas;


Aruanã – Arowana (Osteoglossum bicirrhosum)
Distribuição Geográfica:
Bacias Amazônica e Araguaia-tocantins.
Black Arowana (Osteoglossum ferreirai) – América do Sul: Bacia do rio Negro.
Descrição:
Peixe de escamas; corpo muito alongado e comprimido; boca enorme; língua óssea e áspera, como a do pirarucu; barbilhões na ponta do queixo; escamas grandes; coloração branca, mas as escamas ficam avermelhadas na época da desova. Alcança cerca de 1m de comprimento total e mais de 5,5kg. No rio Negro também ocorre uma outra espécie O. ferreirai de coloração mais escura.
Ecologia:
O aruanã vive na beira dos lagos, ao longos dos igapós ou dos capins aquáticos, sempre à espreita de insetos (principalmente besouros) e aranhas que caem na água. É provavelmente o maior peixe do mundo cuja dieta é constituída principalmente por insetos e aranhas. Nada logo abaixo da superfície com os barbilhões projetados para a frente, mas a função dos barbilhões ainda é desconhecida. Em águas pouco oxigenadas, os barbilhões podem ser utilizados para conseguir oxigênio na superfície da água. O aspecto mais característico do comportamento alimentar do aruanã é a habilidade de saltar fora da água e apanhar as presas ainda nos troncos, galhos e cipós. Um indivíduo adulto pode saltar mais de 1 metro fora d’água. A espécie se reproduz durante a enchente, e os machos guardam os ovos e larvas na boca (os barbilhões também servem para guiar as larvas até à boca do macho quando saem para se alimentar). Os alevinos alcançam alto valor comercial como peixe ornamental.


PESCADA

Nome Popular
Corvina, Pescada/Plagioscion spp.

Família
Sciaenidae

Distribuição Geográfica
Bacias amazônica e Araguaia-Tocantins. Introduzida e bem sucedida nos reservatórios das bacias do Prata e do São Francisco e nos açudes do Nordeste.

Descrição

A família é principalmente marinha, mas possui vários representantes na água doce, sendo o gênero Plagioscion o mais comum. Peixes de escamas; coloração prata azulada; boca oblíqua, com um grande número de dentes recurvados e pontiagudos. Possui dentes na faringe e a parte anterior dos arcos branquiais apresenta projeções afiadas com a margem interna denteada. Alcança mais de 50cm de comprimento total.

Ecologia
Espécies de fundo e meia água, sedentárias, que formam grandes cardumes na porção central de lagos, lagoas e reservatórios. Alimentam-se de peixes e camarões, com predominância de um ou outro dependendo do local. Espécies muito apreciadas pela carne branca e delicada, sendo que Plagioscion squamosissimus, a espécie mais comum, tem grande importância comercial na Amazônia.


PACUS

Nome Popular
Pacu-comum, Pacu-Buala, Pacu-Tiuí
Nome Científico
Mylossoma spp., Myleus spp., Metynnis spp., Myloplus spp.

Família
Characidae

Distribuição Geográfica
Bacias amazônica, Araguaia-Tocantins, Prata e São Francisco.

Descrição
Peixes de escamas. Existem vários gêneros que recebem o nome de pacu. O corpo é alto e bastante comprimido; a forma é arredondada ou ovalada; a cabeça e a boca são pequenas; apresentam uma quilha pré-ventral serrilhada. Os dentes são fortes, cortantes ou molariformes, dispostos em uma ou duas fileiras em ambas as maxilas. Em algumas espécies, o primeiro raio da nadadeira dorsal é um espinho. As escamas são diminutas, dando um aspecto prateado. A coloração varia de espécie para espécie, mas normalmente são claros, podendo apresentar manchas variadas no corpo e nadadeiras coloridas. O tamanho varia de 15-30cm dependendo da espécie.

Ecologia
Em geral as espécies são herbívoras, se alimentam de material vegetal e algas, com tendência a frugívoras. Algumas espécies podem ser encontradas em rios, lagos e na floresta inundada, outras em pedrais e corredeiras. São importantes na pesca de subsistência. Na Amazônia, M. duriventre (pacu-comum) forma cardumes e desce os rios para desovar, sendo importante na pesca comercial local.


ARACÚ

Nome Popular
Aracú-Branco, Aracu-comum, Aracu-cabeça-gorda

Nome Científico
Leporinus friderici

Família
Anostomidae

Distribuição Geográfica
Bacias amazônica, Araguaia-Tocantins e Prata.

Descrição
Peixe de escamas; corpo alongado e fusiforme (característica da família); boca terminal, um pouco inferior, com dentes incisivos e sem cúspides. A coloração é cinza, com três manchas arredondadas nos flancos, sendo a primeira na altura da nadadeira dorsal, a segunda entre a dorsal e a adiposa, e a terceira na base da nadadeira caudal. Alcança de 30 a 40cm de comprimento total e 1,5kg.

Ecologia
Espécie onívora, com tendência a carnívora (principalmente insetos) ou frugívora (frutos e sementes pequenas), dependendo da oferta de alimentos. Vive principalmente na margem de rios, lagos e na floresta inundada. É importante para a pesca de subsistência e para o comércio local, mercados e feiras.


BICUDA – Pirapucu

Distribuição Geográfica:
Bacias amazônica e Araguaia-Tocantins.
Descrição:
Peixes de escamas; corpo alongado e roliço; boca pontuda e bastante dura, o que dificulta a fisgada; nadadeira dorsal localizada na metade posterior do corpo. O padrão de coloração varia de espécie para espécie, sendo que B. ocellata apresenta uma mancha na base da nadadeira caudal. Os maiores exemplares podem atingir cerca de 1m de comprimento total e 6kg de peso.
Ecologia:
Peixes pelágicos, superfície e meia água, encontrados em áreas de correnteza ao longo da beira dos rios, boca de igarapés e nos lagos. Não formam grandes cardumes e não fazem migrações de desova. B. ocellata é uma espécie piscívora e extremamente voraz. É altamente esportiva, pois salta muitas vezes fora d’água antes de se entregar, mas não tem importância comercial.


CACHORRAPirandirá (Hydrolycus scomberoides)
Distribuição Geográfica:
Bacias amazônica e Araguaia-Tocantins. Existem quatro espécies de Hydrolycus descritas: H. scomberoides ocorre no rio Amazonas e tributários do rio Tapajós; H. wallacei ocorre no rio Negro e na parte superior da bacia do rio Orinoco; H. armatus e H. tatauaia ocorrem na bacia amazônica, bacias dos rios Tocantins e Capim, rio Essequibo (Guiana) e bacia do rio Orinoco.
Descrição:
Peixe com escamas diminutas; corpo alto e comprimido. A boca é oblíqua com uma fileira de dentes e um par de presas na mandíbula. As presas são tão grandes que a maxila superior possui dois buracos para acomodá-los quando a boca está fechada. Nadadeiras peitorais grandes. Coloração prata uniforme com uma mancha preta alongada atrás do opérculo. As maiores espécies são H. armatus e H. tatauaia que podem alcançar mais de 1m de comprimento total.
Ecologia:
Peixe de meia água, ocorrendo em canais e praias de rios, lagos e na mata inundada. Em corredeiras e cachoeiras, é facilmente encontrada nos “remansos” destas. Espécie piscívora que ataca presas relativamente grandes, às vezes atingindo cerca de 40-50% do comprimento total do predador. Atinge a primeira maturação com cerca de 27cm de comprimento e a reprodução ocorre de novembro a abril. Realiza migração reprodutiva a grandes distâncias rio acima. Não é importante comercialmente.


Matrinxã(Brycon amazonicus)
Distribuição Geográfica:
Bacias amazônica e Araguaia-Tocantins.
Descrição:
Peixe de escamas; corpo alongado, um pouco alto e comprimido. A coloração é prateada, com as nadadeiras alaranjadas, sendo a nadadeira caudal escura. Apresenta uma mancha arredondada escura na região umeral. Os dentes são multicuspidados dispostos em várias fileiras na maxila superior. Pode alcançar 80cm de comprimento total e 5kg.
Ecologia:
Espécie onívora: alimenta-se de frutos, sementes, flores, insetos e, ocasionalmente, de pequenos peixes. Realiza migrações reprodutivas e tróficas. Nos rios de água clara, é comum ver cardumes de matrinxã, se alimentando debaixo das árvores, ao longo das margens.


Piranha – Black Piranha (Serrasalmus rhombeus)
Distribuição Geográfica:
Bacias Amazônica, Orinoco, Araguaia-Tocantins, e no nordeste e sudeste do Brasil, onde foi introduzida.
Descrição:
Peixe de escamas; corpo romboide e um pouco comprimido; mandíbula saliente e dentes afiados. A coloração é uniforme, variando do cinza ao preto nos indivíduos adultos; os jovens são mais claros com manchas escuras. Alcança 40cm de comprimento e é a maior piranha da Amazônia.
Ecologia:
A piranha preta ocorre em rios de águas claras e pretas e os indivíduos são solitários. Espécie carnívora, alimenta-se de peixes e invertebrados.


Pirarucu (Arapaima Gigas)
Distribuição Geográfica:
Bacia Amazônica. Introduzido nos anos 60 e 70 nas barragens do nordeste e sudeste do Brasil.
Descrição:
Corpo de forma cilíndrica, largas e imbricadas escamas, e cor quase negra no dorso e avermelhada escura pelos flancos. A intensidade das suas cores entretanto varia, em função do tipo de águas em que o peixe se encontra. Em águas mais lodosas, as cores tendem mais para o escuro, enquanto que em águas claras ficam mais pálidas. E já nas barrentas ficam mais avermelhadas. De olhos amarelados e de pupila azulada, um tanto salientes, mexem-se continuamente, como se o peixe de modo curioso estivesse observando tudo que em sua volta passa. A sua desenvolvida língua tem um osso na parte interna, acompanhando o seu formato chato e arqueado, e recoberto de conezinhos esmaltados e resistentes.

Ecologia:
O Pirarucu, ao lado das Piraíbas, é um dos maiores peixes que encontramos nos rios brasileiros. Chega a aproximadamente 3 metros e um peso médio, quando adulto de 80 kg., embora haja relatos mais antigos de exemplares de até 150 kg.
Como particularidade pode-se citar o hábito de subirem de tempos em tempos à superfície para, quando não perturbados, abrirem a boca para absorver uma certa quantidade de ar, realizando assim uma respiração suplementar à da branquial (caso isto não ocorra, ele morre afogado). Este fato, torna sua localização fácil, aumentando assim, a pesca predatória indiscriminada, pois sua carne é bastante deliciosa, e devido a isso quase foi extinto pelos pescadores profissionais. Felizmente hoje ja pode ser reproduzido em cativeiro. O pirarucu é considerado o “bacalhau” brasileiro, depois de capturado ele é dividido em 2(duas) “mantas” e salgado e colocado no sol; Costume este introduzidos pelos portugueses desbravadores(e destruidores) da Amazônia brasileira.
O Pirarucu deposita as ovas no fundo dos lagos ou no leito dos rios, em águas paradas, em covas que abre na areia. O Macho toma conta dos filhotes.
A sua pesca, devido ao seu tamanho, é bastante esportiva. Deve ser sempre solto, de modo a espécie seja preservada nos seus locais de origem.
Os índios e ribeirinhos da Amazônia se utilizavam a língua para transformá-la em lima e geralmente utilizada para ralar o guaraná


Trairão – Pongó – Giant trahira (Hoplias macrophthalmus)
Distribuição Geográfica:
América do sul: Bacia Amazônica, Bacia do Orinoco, e rios costeiros da Guiana, Suriname e Guiana Francesa.
Descrição:
Peixe de escamas; corpo cilíndrico. Pode atingir 20kg e mais de 1m de comprimento total, mas exemplares desse porte são difíceis de encontrar. A coloração é quase negra no dorso, os flancos são acinzentados e o ventre esbranquiçado. Possui a lígua lisa, sem dentículos.
Ecologia:
Espécie piscívora, muito voraz. Vive na margem dos rios e de lagos/lagoas em áreas rasas com vegetação e galhos.


Barbado – Barba-chata (Pirinampus pirinampu)

Distribuição Geográfica:
Bacias amazônica, Araguaia-Tocantins e Prata.
Descrição:
Peixe de couro. As características mais marcantes são os barbilhões longos e achatados, daí o nome vulgar, e a nadadeira adiposa muito longa, começando logo após a nadadeira dorsal. A coloração é cinza a castanho no dorso e flancos, clareando na região ventral. Logo ao ser retirado da água pode apresentar uma coloração esverdeada no dorso. Alcança cerca de 80cm de comprimento total e pode chegar a 12kg, mas o peso médio varia de 3 a 5kg.
Ecologia:
A espécie é comum ao longo da beira dos rios, na frente de vilas e cidades, e, por esse motivo, é importante para a pesca de subsistência. Inclui vários itens alimentares em sua dieta, mas costuma ser um piscívoro bastante voraz quando ataca peixes presos nas redes. No rio Madeira, na Cachoeira do Teotônio, cardumes de barba-chata aparecem em novembro/dezembro.


Dourada (Brachyplatystoma rousseauxii)

Distribuição Geográfica:
Em Barcelos apenas no rios de água branca – “raro”
Descrição:
Peixe de couro. A cabeça é prateada e o corpo claro com reflexos dourados, daí o nome comum. Apresenta longos lobos na nadadeira caudal e barbilhões curtos. É uma espécie de grande porte, que pode chegar a mais de 1,8m de comprimento total e 30kg.
Ecologia:
É um predador por excelência, atacando vorazmente os cardumes de peixes menores, principalmente peixes de escamas. Realiza longas migrações reprodutivas, percorrendo distâncias superiores a 4.000km, desde o estuário amazônico até a área pré-andina na Colômbia, Peru e Bolívia. Os peixes levam de 2 a 3 anos para migrar rio acima, antes de desovar aos três anos de idade. As larvas são carreadas rio abaixo pela forte correnteza alcançando o estuário, que é o hábitat de crescimento, em 2 a 4 semanas. A espécie tem importância comercial em diversas áreas da Amazônia.
no leito de grandes rios, nos poços e trechos abaixo das corredeiras e pedrais. É um peixe que briga muito, dando bastante emoção ao pescador.


CaparariTiger sorubim (Pseudoplatystoma tigrinum)

Distribuição Geográfica:

Bacia amazônica.
Descrição:
Peixe de couro; corpo alongado e roliço; cabeça grande e achatada. A coloração é cinza escuro no dorso, clareando em direção ao ventre, sendo esbranquiçada abaixo da linha lateral. Pode ser separada das outras espécies do gênero pelas manchas pretas irregulares, como de um tigre, que começam na região dorsal e se estendem até abaixo da linha lateral. O caparari apresenta um estreitamento da cabeça, o que também o diferencia das outras espécies do gênero. Espécie de grande porte, podendo alcançar mais de 1,30m de comprimento total.
Ecologia:
Espécie piscívora. Pode ser encontrada em vários tipos de hábitats como matas inundadas, lagos, canal dos rios e praias. Realiza migrações de desova rio acima durante a seca ou início das chuvas. É importante na pesca comercial e esportiva.


Piraíba – Filhote (Brachyplatystoma filamentosum)

Distribuição Geográfica:
Bacias amazônica e Araguaia-Tocantins.

Descrição:
Peixe de couro; grande porte; cabeça grande e olhos pequenos. A coloração é cinza escuro. Pode pesar 300kg e medir cerca de 2m de comprimento total, mas atualmente os exemplares capturados pesam abaixo de 10kg. Indivíduos pesando até 60kg são conhecidos como filhote.

Ecologia:
Ocorre em lugares profundos, poços ou remansos, saídas de corredeiras e confluência dos grandes rios. Não é um peixe muito procurado pelos pescadores comerciais, pois muitos acreditam que sua carne faz mal e transmite doenças. Além disso, as vísceras e músculos do corpo costumam ficar repletos de parasitas.


Pirarara – RedTail Catfish (Phractocephalus hemioliopterus)
Distribuição Geográfica:
Bacias amazônica e Araguaia-Tocantins.
Descrição:
Peixe de couro, de grande porte. É caracterizado pela cabeça enorme, fortemente ossificada, com uma placa óssea localizada antes da nadadeira dorsal. É um dos peixes de couro mais coloridos da Amazônia. Sua coloração é muito bonita, sendo o dorso castanho esverdeado, os flancos amarelados e o ventre esbranquiçado. As nadadeiras dorsal e caudal são alaranjadas. Pode chegar a mais de 1,50m de comprimento total e mais de 50kg.
Ecologia:
Ocorre no canal dos rios, nos poços logo após as corredeiras, várzeas e igapós, inclusive nos tributários de águas pretas e claras, alcançando as cabeceiras e parte do estuário do Amazonas. Alimenta-se de peixes, frutos e caranguejos. Tem a reputação de atacar seres humanos, principalmente crianças.


Surubim – Barred sorubim (Pseudoplatystoma fasciatum)

Distribuição Geográfica:

América do Sul: Bacias Amazônica, Corintijns, Essequibo, Orinoco e Paraná..
Descrição:
Peixes de couro. Corpo alongado e roliço; cabeça grande e achatada. As três espécies são semelhantes, mas podem ser reconhecidas, principalmente, pelo padrão de manchas. A coloração do dorso é acinzentada com manchas pretas e o ventre é branco. No Pseudoplatystama fasciatum as manchas são faixas verticais com pintas na parte ventral; no P. tigrinum as faixas também são verticais, mas mais irregulares; enquanto no P. coruscans, pintas cobrem todo o corpo. O caparari também diferencia-se do surubim por apresentar um estreitamento da cabeça. Podem alcançar mais de 1mt de comprimento e 20kg.
Ecologia:
Estas espécies ocorrem em vários tipos de habitats, como, matas inundadas, lagos, canal dos rios, praias e ilhas de plantas aquáticas (matupás). São espécies piscívoras e realizam migrações de desova rio acima durante a seca ou início das chuvas. Todas as espécies são importantes na pesca comercial e esportiva.

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