IBGE aponta que 35% dos municípios do AM são dependentes das contas públicas

O Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística – IBGE, em parceria com os SEPLAN – Secretaria Estadual de Planejamento e a Superintendência da Zona Franca de Manaus – SUFRAMA, apresentou nesta terça-feira, os resultados do Produto Interno Bruto – PIB dos Municípios para o ano de 2011.
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Os resultados municipais são apresentados, a preços correntes, os valores adicionados brutos dos três grandes setores de atividade econômica – Agropecuária, Indústria e Serviços – os impostos, líquidos de subsídios, sobre produtos, o PIB e o PIB per capita. Apesar de estar inserido no setor de Serviços, divulga-se, também, o valor adicionado bruto da Administração, saúde e educação públicas e seguridade social em separado, devido à relevância desse segmento na economia municipal. A análise dos resultados demonstra que grande parte dos Municípios amazonenses ainda continua na dependência de riquezas provenientes da Administração pública. Por outro lado, a agropecuária é uma atividade econômica pouco explorada, mesmo por aqueles que possuem as maiores riquezas do Estado.

Manaus continua como o sexto município com maior PIB do país, posição ocupada desde 2007; e também a sexta posição entre os municípios de capitais. Em 2011, no ranking liderado por São Paulo com 11,5% de participação relativa e 5,9% da população; Manaus teve 1,2% de participação e 1,0% da população total. Neste período, apenas Belo Horizonte perdeu uma posição para Curitiba, passando de quarta posição em 2007 para quinta em 2011.

Os seis maiores municípios eram responsáveis por aproximadamente 25% do PIB em 2011, e apresentaram evolução da participação percentual em relação ao País de 2007 a 2011. Todos os seis municípios eram capitais e tradicionalmente identificados como concentradores da atividade de Serviços – Intermediação financeira, comércio e administração pública. Neste grupo, Manaus é a única exceção cuja economia tinha equilíbrio entre as atividades de Indústria (Indústria de transformação) e de Serviços.

Manaus é o município que mais concentra riquezas em relação aos outros municípios do Estado (79%). Ela é tão alta que percentualmente o torna o maior do país em concentração de riquezas. Os cinco municípios com maiores PIBs no Estado concentram 86,5% das riquezas. Sendo esta uma característica de quase todos os Estados da Região Norte.

De 2007 a 2001 o Produto Interno Bruto de Coari simplesmente dobrou, de 1,1 para 2,2 bilhões de reais, tornando o Município a segunda maior riqueza do estadual, impulsionado principalmente pelo valor adicionado bruto a preços correntes da indústria extrativa do petróleo.

Entre os dez municípios amazonenses com melhor PIB em 2011, destaque para a manutenção de posição dos três primeiros: Manaus, Coari e Itacoatiara. Já Parintins caiu da quarta para a quinta posição entre 2010 e 2011, inclusive com queda de valor a preços correntes de 689 milhões em 2010 para 667 milhões em 2011, motivado pela queda na atividade serviços (Intermediação financeira, comércio) entre os dois anos.

Classificação Nome do Município

Produto Interno Bruto a preços correntes
(R$ 1.000 )

1

Manaus

51.025.146

2

Coari

2.251.222

3

Itacoatiara

1.037.321

4

Manacapuru

843.972

5

Parintins

667.854

6

Tefé

623.698

7

Presidente Figueiredo

444.638

8

Manicoré

409.917

9

Maués

352.514

10

Iranduba

341.160

 

O PIB dos municípios permite analisar algumas das suas atividades econômicas. Nessa análise, vinte e dois municípios do Estado (35%) tinham na atividade administração pública acima de 50% do seu PIB. Municípios como Ipixuna e Atalaia do Norte, possuíam acima de 60% de suas riquezas baseadas nas contas públicas. Isso demonstra o grau de dependência que muitos municípios amazonenses têm das contas de governo. Por outro lado, apenas Manaus, Coari e Itapiranga tinham mais de 30% de seu produto focado na indústria. A agropecuária seria a alternativa dos municípios para gerar mais riqueza e quebrar a dependência das contas de governo. No entanto, apenas 16% dos municípios possuíam mais de 40% de suas riquezas na agropecuária. Neste grupo, destaque para Silves e Rio Preto da Eva com 51% e 53% respectivamente. São Gabriel da Cachoeira e Tabatinga possuíam menos de 10% de suas riquezas na agropecuária. Por outro lado, as potências econômicas estaduais como Manaus e Coari, não aproveitam suas riquezas geradas em outras atividades econômicas para alavancar sua agropecuária. Com isso, estes dois municípios apresentaram 0,4% e 3,4% respectivamente de riquezas nesta importante atividade.

Municípios com alto grau de dependência das contas públicas – PIB 2011
Nome do Município Valor Adicionado Bruto, a preços correntes, da Administração, saúde e educação públicas e seguridade social(R$ 1.000 ) (%)
Anamã

50,0

Nhamundá

50,3

Urucurituba

50,5

Boa Vista do Ramos

51,0

Alvarães

51,3

Benjamin Constant

52,5

Guajará

52,6

Amaturá

53,3

Eirunepé

53,7

Novo Airão

54,8

São Gabriel da Cachoeira

55,3

Canutama

55,8

Santa Isabel do Rio Negro

55,8

Japurá

56,2

Juruá

56,2

Barreirinha

57,5

Barcelos

57,8

Maraã

58,2

Santo Antônio do Içá

59,0

São Paulo de Olivença

59,2

Atalaia do Norte

60,6

Ipixuna

61,9

 

No PIB per capita (divisão do PIB pela população), o destaque em 2011 ficou para dez municípios que possuíam acima de R$8.500,00. Entre eles, Manaus e Coari ficaram com valores acima de R$25.000,00, média bem alta inclusive na comparação com alguns dos principais municípios brasileiros como Florianópolis e Belo Horizonte.

Os maiores PIB per capita do Amazonas – 2011
Ano de referência Nome do Município

Produto Interno Bruto per capita
Dado disponível somente para o último ano da série.
(R$ 1,00 )

1

Coari

29.371,69

2

Manaus

27.845,71

3

Presidente Figueiredo

15.922,01

4

Itacoatiara

11.791,76

5

Rio Preto da Eva

11.589,77

6

Silves

10.407,79

7

Tefé

10.187,31

8

Manacapuru

9.804,73

9

Itapiranga

9.661,01

10

Apuí

8.749,52

O PIB per capita de Manaus de R$27.845,71, colocou o município na sétima posição entre os municípios de capitais brasileiras. Sendo este ranking liderado por Vitória/ES com R$85.794,33. Mas, como a o PIB per capita é o resultado da divisão do Produto Interno Bruto pelo total da população; os 28 bilhões de Vitória foram divididos pelos seus 331.000 habitantes, causando assim um alto PIB per capita.

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