Governo Temer reduz salário mínimo e aumenta rombo nas contas para 2018

Governo Temer reduz salário mínimo e aumenta rombo nas contas para 2018
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Governo de Michel Temer reduziu a proposta de salário mínimo para 2018 de R$ 979 para R$ 969, como uma das medidas para tentar evitar que o rombo nas contas públicas fique em R$ 159 bilhões no próximo ano, segundo a nova meta fiscal definida pelo governo; atualmente, o salário mínimo está em R$ 937; com a decisão de conceder um reajuste R$ 10 menor ao salário mínimo no próximo ano, o governo diz que economizará cerca de R$ 3 bilhões em gastos em 2018.

NOVA META

Após uma semana de embates com a ala política do governo, a equipe econômica anunciou na terça um aumento no rombo das contas federais neste e nos próximos três anos. O governo também avisou que a virada esperada para 2020, quando prometia que os números voltariam ao azul, foi adiada para 2021.

Com a revisão das metas fiscais, que previam deficit de R$ 139 bilhões neste ano e R$ 129 bilhões no próximo, o governo agora prevê um rombo de R$ 159 bilhões nos dois anos. Para 2019, a previsão de deficit passou de R$ 65 bilhões para R$ 139 bilhões.

O governo esperava superavit de R$ 10 bilhões em 2020 e agora prevê deficit de R$ 65 bilhões. O último ano em que o governo federal arrecadou mais do que gastou foi 2013.  O ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, atribuiu a necessidade da revisão das metas à frustração de receitas, em parte por causa da queda da inflação nos últimos meses.

“É uma boa notícia para o país e para a atividade econômica, mas muda a expectativa de arrecadação”, disse. Outro fator que pesou na revisão de 2018 foi a retomada ainda lenta da economia. 

Segundo Meirelles, as novas metas não foram definidas para acomodar despesas, mas permitirão ao governo desbloquear gastos represados desde março e evitar a paralisia de serviços essenciais.

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