Fórum visa estratégias para o fortalecimento de cadeias produtivas no AM

Fórum visa estratégias para o fortalecimento de cadeias produtivas no AM
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Fórum visa estratégias para o fortalecimento de cadeias produtivas no AM

Nesta quinta-feira ( 21), o Sebrae no Amazonas sedia a primeira reunião do Fórum Amazonense de Indicações Geográficas e Marcas Coletivas do ano de 2019. No evento, que começa às 8h30, estarão presentes representantes dos produtores envolvidos nos processos de busca pelo Selo de Origem do governo brasileiro e também de estratégias de fortalecimento das cadeias produtivas do guaraná de Maués, farinha de mandioca da Região de Uarini, pirarucu manejado de Mamirauá, abacaxi de Novo remanso, além do peixe ornamental de Barcelos.

A reunião terá a presença de instituições públicas e privadas, como a Federação de Agricultura e Pecuária do Estado do Amazonas (Faea), Secretaria de Estado da Produção Rural, Instituto Mamirauá, Ministério da Agricultura, SEPA, ADS, ADAF, IDAM, Embrapa Amazônia Ocidental e um representante da Confederação Nacional da Indústria (CNI) que virá de Brasília especialmente para a reunião.

 

De acordo com o analista técnico do Sebrae no Amazonas, José Antônio, o fórum foi criado no ano passado para promover estratégias de proteção e valorização como forma de agregar valor e acessar novos mercados para os produtos da região. Ao mesmo tempo em que incentiva os produtores rurais a buscarem melhorias nos processos produtivos e organização coletiva.

O produtor rural Pedro Batista, liderança de uma cooperativa no município de Tefé destaca que é importante a união dos produtores em busca do Selo de Origem e que a aproximação entre as instituições é determinante para o desenvolvimento do interior do Estado por meio dessas cadeias produtivas.

Ainda de acordo com José Antônio, o Sebrae tem apoiado os empreendedores no processos de obtenção do Selo de Origem para produtos da região  junto ao Instituto Nacional da Propriedade Industrial (INPI) com parcerias estratégicas, como a Fundação Amazonas Sustentável, Instituto Mamirauá, Instituto Fonte Boa, ICMBio, Ministério da Agricultura, Embrapa e prefeituras.

Para a diretora-superintendente do Sebrae no Amazonas, Lamisse Cavalcanti, o Fórum efetiva uma fundamental ação de articulação, gerando uma rede de apoio ao setor produtivo. “O trabalho realizado pelo Sebrae é de aproximar parceiros e produtores, uma ação de extrema importância para o desenvolvimento da economia do Estado. Buscando o Selo de Origem para a proteção do território e valorização desses produtos já reconhecidos pelo mercado consumidor, o desafio é permitir um ganho adicional ao produtores rurais, a partir de uma maior valorização de seus produtos”, finaliza.

 Selos

 José Antônio esclarece que, atualmente, o Amazonas possui duas Indicações Geográficas na modalidade de Indicação de Procedência: o guaraná de Maués e peixes ornamentais do Alto Rio Negro; e três processos depositados, sendo analisados pelo INPI: da farinha de mandioca da Região de Uarini; abacaxi da Região de Novo Remanso; e de Denominação de Origem para o guaraná da terra indígena Andirá-Marau, também de Maués.

Há ainda, o processo de estruturação iniciado em fevereiro de 2018 da Indicação Geográfica do Pirarucu Manejado de Mamirauá, cuja área de abrangência do projeto contempla os municípios de: Jutaí, Alvarães, Maraã, Japurá, Tefé, Tonantins, Uarini, Fonte Boa e Juruá, região que produz 88% do pirarucu manejado do Estado.

Fonte: D24AM

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