Distribuidoras poderão vender gás de cozinha diretamente ao consumidor

Distribuidoras poderão vender gás de cozinha diretamente ao consumidor

A Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) aprovou na última quinta-feira (18/07), em reunião de diretoria, a revogação de resoluções editadas pelo governo em 2016 que proibiam a venda direta de botijões de GLP (gás de cozinha) por distribuidores de combustíveis.

Com a possibilidade de venda direta do gás de cozinha, os preços devem cair, aliviando o bolso dos consumidores. Hoje o gás de cozinha é vendido a R$ 70, em média. O valor do produto corresponde a cerca de R$ 26, os tributos são R$ 12 e o resto são as margens de distribuição e revenda, que vai deixar o preço do produto significativamente mais barato.

Para permitir a venda direta, foram revogados os artigos 36 da resolução 49/2016 e 27, da 51/2016, que proibiam os distribuidores de GLP de participar diretamente da atividade de revenda. “Nós estamos trabalhando no sentido de aumentar a competitividade, que tem como pano de fundo melhorar o preço para os consumidores. Essa decisão é um importante passo na direção de uma relação menos restritiva no setor”, disse o diretor da ANP Dirceu Amorelli.

Um consumidor de Catanduva disse que ficou animado com essa noticia, pois hoje o gás de cozinha pesa bastante no orçamento em sua família. “Pra quem recebe apenas um salário mínimo como eu e minha esposa, tendo que arcar com aluguel, agua, energia elétrica, e outras despesas, é uma boa notícia. A redução no preço do gás vai nos ajudar bastante. Isso para quem ganha pouco é fundamental”.

Um distribuidor de gás da cidade acredita que através dessa medida, o preço do gás deve cair, pelo menos, entre 25% e 30%. “A possibilidade de venda direta ao consumidor é um grande avanço, elimina burocracias e facilita a redução de preços, aumenta a competitividade e ajuda o consumidor final com um preço mais justo e acessível”.

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