Site Fato Amazônico diz que Passageiros da Navegação Tanaka denunciam falta de manutenção nas embarcações e o descaso das autoridades

Site Fato Amazônico diz que Passageiros da Navegação Tanaka denunciam falta de manutenção nas embarcações e o descaso das autoridades
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Viajar de São Gabriel da Cachoeira, no alto Rio Negro para Manaus, custa caro no bolso, de avião se paga hoje mais de R$ 2 mil e de lancha mais de R$ 350 reais e a segunda opção de acordo com denúncias recebidas pelo Fato Amazônico é uma verdadeira aventura, principalmente quando se trata de navegar nas embarcações do empresário Antônio Tanaka. As lanchas, que além de São Gabriel, fazem linhas ainda para Barcelos e Santa Isabel do Rio Negro, de acordo com os passageiros em quase todas as viagens tem apresentado problemas, segundo eles por falta de manutenção. 

De acordo com um leitor e morador de São Gabriel da Cachoeira, que temendo represália do empresário pediu para não identificado, disse que em sua última vinda na semana passada do município para Manaus a viagem foi uma verdadeira aventura, um descaso com os usuários que usam as embarcações da empresa que é a única responsável pela navegação dos municípios do Rio Negro. 

“Será que as autoridades só vão abrir os olhos para fiscalizar as embarcações quando acontecer uma tragédia?”, disparou o leitor, informando em sua última viagem assim que a lancha passou de Santa Isabel do Rio Negro, e foi detectado um problema. “Estava entrando água pelo eixo do motor da lancha”, disse o passageiro, afirmando que de lá até Manaus a embarcação navegou apenas com um motor. 

“O outro deu pau e viemos assim mesmo”, acrescentou, informando que a tripulação não avisou aos passageiros que a lancha estava com problemas. 

O passageiro disse ainda, além de navegarem apenas com um motor, o pior ocorreu quando a lancha chegou a Barcelos. “Ficamos sem alimentação e os tripulantes saíram correndo para comprar se não íamos navegar até Manaus a pão e água”, brincou o leitor, afirmando que os responsáveis pela lancha não estão passando um relatório de tudo que está ocorrendo nas viagens ou então o proprietário, sabendo que não tem concorrente está fazendo pouco caso.

 As reclamações contra a empresa de navegação do empresário Antônio Tanaka, não são de hoje. Em novembro do ano passado passageiros que saíriam de Manaus rumo à Barcelos, Santa Isabel do Rio Negro e São Gabriel da Cachoeira, no Expresso Diamantina, ficaram largados a própria sorte, a “Deus dará” por mais de 6 horas no porto onde as lanchas ancoram no São Raimundo e não conseguiram sair da capital amazonense. 

Passageiros da Navegação Tanaka em novembro do ano passado ficaram a “Deus dará” no porto 


O Expresso Diamantino saiu de Manaus rumo aos municípios do Rio Negro na tarde do dia 28 de novembro do ano passado, mas anoiteceu e até por volta de  21h que se via no porto era passageiros cansados, com crianças, sentados no chão, sem se quer uma informação dos funcionários da Tanaka Navegação.

 A Navegação Tanaka é proprietária do Expresso Taylor que colidiu num banco de areia na noite do dia 21 outubro do ano passado entre a comunidade de Moura e o município de Barcelos, quando navegava rumo a São Gabriel da Cachoeira. Não teve vítimas com ferimentos graves, mas com os passageiros e tripulantes ficaram assustados com o acidente que por muito pouco não acabou em tragédia no Rio Negro, mas deixou mais de 30 pessoas com ferimentos leves. 

A reportagem do Fato Amazônico tentou falar com os responsáveis pela Tanaka Navegação pelo fone celular 99981-9195 e o fixo 3471-1730, para a empresa se manifestar a respeito das denúncias, mas o celular estava fora a área de serviço e o convencional chamava e ninguém atendia.

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