Desembargador Yedo Simões receberá título de Cidadão barcelense

Desembargador Yedo Simões receberá título de Cidadão barcelense
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A Câmara Municipal de Barcelos, aprovou por unanimidade  a honraria do título de Cidadão barcelense  ao presidente do Tribunal Regional Eleitoral do Amazonas (TRE-AM), desembargador Yedo Simões de Oliveira, por serviços prestados a comunidade barcelense. O título foi uma proposição do vereador Raimundo Roberto Alves, que foi entregue em sessão presidida pelo vereador Arlindo Soares (Moza), na sede do Legislativo Municipal no  último dia 12 de setembro de 2017.

Ao justificar a homenagem, o legislador Raimundo Roberto Alves, destacou as ações do magistrado  na cidade de Barcelos que trouxe desenvolvimento ao município. “Este é um simples gesto de reconhecimento pelos relevantes serviços prestados ao povo barcelense e à Justiça no Amazonas” Disse o Vereador Raimundo Roberto Alves.  O Título de Cidadão da Cidade será entregue ao magistrado sem Sessão Solene na Sede do Poder Legislativo de Barcelos com data ainda a ser definida.

Em entrevista ao Portal Barcelos na NET, o desembargador  Yedo Simões, agradeceu a Câmara Municipal e ao Presidente Arlindo Soares pelo acatamento da proposta do vereador Roberto Alves e relatou sua trajetória de chegada em Barcelos que começou em  1979, onde ficou por 2 anos e 3 meses como Juiz da Comarca  deste município, onde morou e levou sua família junto para este novo desafio a serviço da justiça. Para ele, esse entrosamento com Barcelos e com seu povo acolhedor é que fizeram criar laços de afeto e pertencimento a esta cidade, como se fosse sua terra natal. E acrescentou “ao receber este título de honraria, sinto que tenho um sonho realizado, pois Barcelos é um ponto de referência na minha família, avós, bisavós nasceram em Barcelos, onde tiveram um bela história de contribuição a esta cidade.

 

O desembargador  também mencionou as belezas naturais de Barcelos, em especial, as ilhas,  praias lindas  e o Rio  Negro. Lembrou dos amigos que lá fez, entre eles  os parceiros de dominós e de Mercado, Zé Teixeira, Velho Marat,  Manoel doS Correios, Valdeci Moraes, Brício, Sr. Juarez, Dona Rozinha, Clóvis Gadelha, Julio Souza, Gonçalo Leite, Antônio Alípio, Sr. Ludovico de Oliveira Reis (Prefeito na época), Dr. Gomes (hoje deputado, na época Gerente do Baza)   e outros.

 

Confira um pouco da história de seus antepassados em Barcelos narrada pelo Desembargador Yedo Simões:

“Minha bisavó era Raimunda Marques de Oliveira, nascida em Barcelos por volta de 1850/1860. Normalista formada na Diocese de Belém, e depois voltou pra Barcelos para dirigir e lecionar no colégio dos Padres Salesianos, onde depois por volta de 1880 conheceu meu bisavô Antônio da Silva Simões com quem casou. Ele carioca, filho de uma família portuguesa que chegou ao Rio de Janeiro por volta de 1850, e trabalhava para o Governo imperial de Deus. Pedro II, e veio ao Amazonas integrando a Comissão de limites com o objetivo de mapear nossas fronteiras,  chegando ao Rio Negro por uma passagem do Japurá para o Rio Negro próximo a Uaupés mapeando toda essa região, e conheceu minha bisavó já lecionando no Colégio em Barcelos, e com ela casou e teve a sua primeira e única filha, pois todos os demais 8 filhos nasceram depois quando ele migrou pra Silves, filha essa minha avó Felisbela d’Oliveira Simões, nasceu em Barcelos em 04 de janeiro de 1883, ainda no Império.

Minha bisavó era filha de um padre português com uma natural de Barcelos, padre esse que serviu na Prelazia de Barcelos, e que levou minha bisavó para estudar em Belém na Diocese, onde ela se formou Normalista, também era música executando vários Instrumentos, inclusive o bandolim e o piano, e também aprendeu línguas como o inglês e Francês a quem transmitiu aos filhos mais velhos como o tio Tarquínio Marques de Oliveira, nascido também em Barcelos e que foi poeta e bacharel em Direito deixando para a família o dicionário do tio Tarquínio, com 7 volumes escritos a mão, em papel almaço, boa parte com tinta, extraída da floresta.  Esse dicionário foi todo digitalizado no Centro dos Povos da Amazônia, e contém também quase 500 fórmulas de remédios, de beleza, fórmulas matemáticas e registros de observações da natureza, isso porque ele tinha receio na floresta de que seus irmãos ficassem iletrados e por isso juntamente com sua mãe , minha bisavó Dona Raimunda, passaram a eles todos os seus conhecimentos enquanto estavam exilados”  Relatou o Desembargador.

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